
Serei o abraço que te mantém envolvido num amor submergido na pureza de um olhar traduzido no sentimento mais lindo de todos: o amor. Deixe-me colocar-lhe no cantinho mais guardado de meu coração para que de lá você nunca mais saia, permaneça aqui mais um pouco até que a eternidade nos alcance. Permaneça ao meu lado, querido, continue dizendo que eu não sei o quão linda eu sou até que eu acredite na doçura de suas palavras. Posso ser um tanto quanto atrapalhada e bobalhona mas esse coração tem gritado pelo seu nome. Mesmo que seja errado, eu tenho desejado seu sorriso colado ao meu e um abraço que junte nossos corações. Confesso ter colocado um ponto final em meus problemas por ver que de, certo modo, você é a minha solução. Eu peco na vontade de sentimentos que ainda não senti. Quero passar tardes de domingo tomando café na varando reclamando de como o mundo lá fora está depravado, quero que você brinque comigo se ajoelhando e dizendo “Casa comigo?” pois eu aceitarei mesmo que brincando. Eu quero seu sorriso de lado e esse seu olhar completamente apaixonante bem colado a mim, quero que seus suspiros tenham meu nome, que nossos corpos se juntem em um só num abraço quase que eterno. Eu quero o gosto de sua boca, um dia em que você se ajoelhará e fará a pergunta que mudará todo o nosso destino, quero dar a notícia do primeiro filho. Com você, quero que seja diferente. Eu quero que possamos dar certo nesse mar de fracassos amorosos, quero ser a exceção na regra de que amor jovem não vai pra frente. Eu ficaria a noite inteira acordada tentando fazer você rir e daria risadas de mim mesma por parecer uma boba apaixonada. Esse sentimento brotou quase que do chão, até que eu percebi que de minha boca pálida só saía seu nome e os casos de nossos encontros e desencontros. Eu não tenho mais medo, mesmo que minhas mãos estejam geladas, não tenho medo. Eu desenhei teu rosto na parede de meu quarto e contemplei a covinha que aparece quando você dá aquele sorriso, mergulhei num olhar desenhado e me lembrei do primeiro oi. Eu não tinha percebido que aquele era o começo de uma comédia romântica ou uma tragédia. Será que vai existir um nós, uma história a contar, ou só mais uma amiguinha da qual sua querida futura namorada se preocupara? Eu me preocupo com o fato de você mergulhar apenas a ponta do pé em meu sorriso e não mergulhar por inteiro no brilho de meus olhos. Peço que tenha paciência com meu modo de ser complicado e nada perfeito, peço que tenha amor por mim. Nem que seja uma pequena paixão. Na verdade, não sei por que lhe escrevo tanto sendo que nunca lerás minhas palavras emaranhadas num texto qualquer. Só sei que eu e você poderíamos ser nós, sei que você pode ser um novo amor. Um novo amor quer dizer um sopro de vida em mim, sopra em mim. Permita-me lhe amar.
Carol, um novo amor.

Vamos deixar de lado a tristeza e nos jogarmos em busca da felicidade, ela não é de bater na porta, temos que correr atrás, seus esconderijos são um dos melhores e custamos para encontrá-la. Mas vamos deixar um pouco ela de lado por um dia, apenas um dia com um sorriso verdadeiro no rosto, tente não se importar tanto com as fofocas alheias, tente fechar os ouvidos, e travar um pouco o coração. Vamos dar um descanso para nós mesmos e sermos um pouco mais leves, livres e soltos. Vamos trancar a tristeza no sótão e deixá-la morrer um pouquinho, quem sabe quando abrirmos as portas para ela novamente, ela venha mais mansinha e não nós dê tanto trabalho. Vamos fazer um pouco de diferença nessa vida tão amargurada, colocar um pouco de sorriso e brilho. Está na hora já, está na hora de tentar ser feliz né, está na hora de reencontrar a felicidade, essa nossa amiga tão distante. Vamos sair dessa rotina monótona, vamos nos divertir e esquecer um pouco das coisas ruins. Vamos juntar os nossos amigos, aqueles que continuaram lá, e vamos sair, vamos rir das nossas próprias desgraças. Vamos esquecer um pouco a dor, o medo, as decepções, os problemas, os machucados e cicatrizes, e vamos viver nossa vida, pois o tempo não para. Vamos sair e conhecer pessoas novas. Vamos rir e dar gargalhadas o mais alto e sincero possível. Agora é sério, não vou mais fazer juras e não cumpri-las, não vou mais acreditar em qualquer te amo, não vou mais me iludir e ficar triste com bobagens, agora eu estou jurando que eu vou mudar, que eu vou reconquistar a felicidade, e a dor espero esquecê-la no sótão. Não vou mais parar a minha vida porque o que desejo não acontece, vou fazer meu momento. Meus amigos nunca mais precisarão me dar um ombro para chorar, vou aproveitar a presença deles para sorrir, cantar, para dividir a felicidade. Não vou mais responsabilizar ninguém por minha infelicidade, vou ser eu mesmo, nunca mais vou tentar ser um modelo de perfeição, não vou mais forçar sorrisos para esconder minhas lágrimas, e sim vou agradecer a Deus por a cada dia me dar forças para viver, apesar dos meu problemas. E agora tudo vai mudar, tudo que antes era dor vai se tornar felicidade e alegria, não quero saber de mais nada. Felicidade, estou indo lhe buscar.
Raíssa, Mari, May - amarguradas

Eu sei como você se sente em relação a isso. Sei por que convivi com isso muito tempo. Aquela sensação de não ser o suficiente, de nunca ser bom o bastante. De não ser absolutamente nada. Aquele vazio por dentro, a impressão de que se está sozinho, de que não há mais saída. Você sente como se aquilo fosse o fim. E talvez seja. Continuar respirando até pode ser, mas continuar vivendo vai se tornar difícil. Vai morrer por dentro. E vai tentar acabar com isso se machucando por fora. Vai tentar parar e não vai conseguir. Não vai pedir ajuda, pois acha que ninguém pode te ajudar. A morte vai ser seu pensamento mais constante. Planos para um suicídio perfeito passam pela sua mente, e enquanto nada disso está pronto seu corpo vai ficando marcado. Você vai acumulando cicatrizes, vai acumulando criticas, vai acumulando mais dor do que já tem. Do que pode suportar. Você olha-se no espelho e odeia o que vê ali. Tem nojo de si mesmo. Não consegue aceitar o fato de ser tão frágil assim. Vai se casando de derramar sangue, de cauterizar suas veias pra nada. Porque a dor, depois de um tempo, fica resistente, e não desaparece tão fácil. A quantidade de sangue a ser derramada tem que ser maior. Só que você já não agüenta mais. Num momento de lucidez tenta convencer a si mesmo de que aquela não é a melhor saída. Tentar dar uma basta. Consegue, fica feliz. Se sente bem. Mas as vezes coisas bobas conseguem estragar isso e te trazem para baixo novamente. Mais lágrimas, mais sangue. Quantas vezes você prometeu a si mesmo que aquela seria a ultima vez? Quantas vezes disse para as pessoas, que tanto ama, que jamais derramaria uma gota de sangue novamente? Sei que repetiu isso inúmeras vezes, em todas acabou descumprindo o que tinha dito. Quebrou essa promessa tantas vezes que até perdeu as contas. Sei que todas as vezes se odiou por isso. Também sei o quanto é horrível ficar sofrendo calado por medo do que as pessoas vão dizer, por medo do que as pessoas vão pensar. Você acaba se escondendo atrás de um personagem que não tem nada a ver contigo. Se esconde atrás de uma mascara de felicidade, e sorri para todos que nem um bobo da corte, além de dizer aquele monótono eu estou bem para todos que lhe perguntam. Porque na verdade, sabes que ninguém se importa totalmente, muitos perguntam só por obrigação. Até mesmo porque ninguém precisa saber pelo que você passa. Você não precisa de mais um te julgando. Você precisa de alguém que te compreenda, e isso é o mais difícil de se achar. Você precisa de um abraço e ninguém te dá um. Você precisa de um amigo verdadeiro e todos te viram as costas. Você se sente um nada e não há ninguém para te provar o contrario. Nas horas de mais dor, as vezes, se questiona onde está Deus. Se Ele sumiu, se Ele te deixou. Mas logo se arrepende, pois sabe que, mesmo sendo difícil de acreditar, Deus é o único que sempre está contigo. Que sofre junto, que se preocupa e que te ama apesar de tudo. E se pensar um pouco é Ele que te dá forças para não desistir tão fácil assim da sua vida. Pela experiência que tenho nessa historia, peço uma coisa apenas: não se culpe. Afinal a culpa não é sua se sangrar é a única maneira que você tem para aliviar o que sente. Você não faz nada de errado, só faz o que todo mundo deseja fazer: trocar a dor de lugar.


Sou uma poetiza desventurada por escrever em linhas tortas, por reescrever a mesma história e de uso clichê. Sou um verso mal interpretado, um poema rasgado pela fúria do coração. Estou em desuso,falta minha descrição no papel. Me ponho a escrever. Sou uma incógnita, uma vírgula mal colocada na frase e dizem me até ser uma aspa. Apenas me chame do que tem medo,diga me você o que não consegue escrever. Nenhum dos vários poemas já feitos descrevem aqui tamanha façanha de por o coração em forma de palavras. Pois colocar palavras no papel não é nada fácil quando se quando me engulo por dentro. Eu sou você, sua história, um ponto de interrogação. Eu sou o resto de mim, uma sustentação da alma. Não é nada pessoal, apenas aqui me descrevo, pois cansei de descrever sobre amores atormentados pelas vagas lembranças, pelo sofrimento alcançado depois da velha amiga chamada ilusão. Preciso de um tempo para descansar, organizar o coração e abastecer minha alma. Não me confunda com um simples texto,quero mais de você, tudo em palavras o que já foi dor acumulada dentro de si. Não precisa ter vergonha, venha. Puxe uma cadeira e vamos conversar, qualquer coisa. Preciso observar como estás tua alma, não se sinta vazia agora. Eu lembro quando te conheci, foi naquela noite fria de novembro que te vi me escrevendo naquele seu caderno de capa amarela, você estava chorando. Eu te abracei sem perceber, houve um sopro quente no teu coração e adormeceu em meus braços. Jamais esquecerei daquele caderno, eu observei atentamente o seu sono e as palavras vazando de seu corpo e transformando se em uma cicatriz no teu peito. Eu vi o tempo passar e você crescer, tornou se em uma bela mulher, esqueceu o caderno de capa amarela, me esqueceu. Tanto tempo depois o destino nos uniu junto ao teu caderno. Eu te levei embora e você sorriu desta vez, houve silêncio e logo a partida. Agora nós lemos o que havia escrito no caderno, a nostalgia te rodeou até quase te sufocar. Te lembro que agora não mais possui o coração de cicatrizes,apenas a alma. Eu sou o próprio poema, sou você e a morte.