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Trago semblantes dos quais não me orgulho, falsos e promíscuos que invadem minha face e mostram-me o quão fraca sou diante das desavenças. Trago lembranças em pés de cadeiras mofadas, que estão lá só para ocupar espaço no cômodo onde me sento a descrever minha história para uma platéia apeluciada.
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totalmente feito por chasing69

Serei o abraço que te mantém envolvido num amor submergido na pureza de um olhar traduzido no sentimento mais lindo de todos: o amor. Deixe-me colocar-lhe no cantinho mais guardado de meu coração para que de lá você nunca mais saia, permaneça aqui mais um pouco até que a eternidade nos alcance. Permaneça ao meu lado, querido, continue dizendo que eu não sei o quão linda eu sou até que eu acredite na doçura de suas palavras. Posso ser um tanto quanto atrapalhada e bobalhona mas esse coração tem gritado pelo seu nome. Mesmo que seja errado, eu tenho desejado seu sorriso colado ao meu e um abraço que junte nossos corações. Confesso ter colocado um ponto final em meus problemas por ver que de, certo modo, você é a minha solução. Eu peco na vontade de sentimentos que ainda não senti. Quero passar tardes de domingo tomando café na varando reclamando de como o mundo lá fora está depravado, quero que você brinque comigo se ajoelhando e dizendo “Casa comigo?” pois eu aceitarei mesmo que brincando. Eu quero seu sorriso de lado e esse seu olhar completamente apaixonante bem colado a mim, quero que seus suspiros tenham meu nome, que nossos corpos se juntem em um só num abraço quase que eterno. Eu quero o gosto de sua boca, um dia em que você se ajoelhará e fará a pergunta que mudará todo o nosso destino, quero dar a notícia do primeiro filho. Com você, quero que seja diferente. Eu quero que possamos dar certo nesse mar de fracassos amorosos, quero ser a exceção na regra de que amor jovem não vai pra frente. Eu ficaria a noite inteira acordada tentando fazer você rir e daria risadas de mim mesma por parecer uma boba apaixonada. Esse sentimento brotou quase que do chão, até que eu percebi que de minha boca pálida só saía seu nome e os casos de nossos encontros e desencontros. Eu não tenho mais medo, mesmo que minhas mãos estejam geladas, não tenho medo. Eu desenhei teu rosto na parede de meu quarto e contemplei a covinha que aparece quando você dá aquele sorriso, mergulhei num olhar desenhado e me lembrei do primeiro oi. Eu não tinha percebido que aquele era o começo de uma comédia romântica ou uma tragédia. Será que vai existir um nós, uma história a contar, ou só mais uma amiguinha da qual sua querida futura namorada se preocupara? Eu me preocupo com o fato de você mergulhar apenas a ponta do pé em meu sorriso e não mergulhar por inteiro no brilho de meus olhos. Peço que tenha paciência com meu modo de ser complicado e nada perfeito, peço que tenha amor por mim. Nem que seja uma pequena paixão. Na verdade, não sei por que lhe escrevo tanto sendo que nunca lerás minhas palavras emaranhadas num texto qualquer. Só sei que eu e você poderíamos ser nós, sei que você pode ser um novo amor. Um novo amor quer dizer um sopro de vida em mim, sopra em mim. Permita-me lhe amar.

Carol, um novo amor.


Posted 8 hours ago - 29 notes
© cor-do-mar

Vamos deixar de lado a tristeza e nos jogarmos em busca da felicidade, ela não é de bater na porta, temos que correr atrás, seus esconderijos são um dos melhores e custamos para encontrá-la. Mas vamos deixar um pouco ela de lado por um dia, apenas um dia com um sorriso verdadeiro no rosto, tente não se importar tanto com as fofocas alheias, tente fechar os ouvidos, e travar um pouco o coração. Vamos dar um descanso para nós mesmos e sermos um pouco mais leves, livres e soltos. Vamos trancar a tristeza no sótão e deixá-la morrer um pouquinho, quem sabe quando abrirmos as portas para ela novamente, ela venha mais mansinha e não nós dê tanto trabalho. Vamos fazer um pouco de diferença nessa vida tão amargurada, colocar um pouco de sorriso e brilho. Está na hora já, está na hora de tentar ser feliz né, está na hora de reencontrar a felicidade, essa nossa amiga tão distante. Vamos sair dessa rotina monótona, vamos nos divertir e esquecer um pouco das coisas ruins. Vamos juntar os nossos amigos, aqueles que continuaram lá, e vamos sair, vamos rir das nossas próprias desgraças. Vamos esquecer um pouco a dor, o medo, as decepções, os problemas, os machucados e cicatrizes, e vamos viver nossa vida, pois o tempo não para. Vamos sair e conhecer pessoas novas. Vamos rir e dar gargalhadas o mais alto e sincero possível. Agora é sério, não vou mais fazer juras e não cumpri-las, não vou mais acreditar em qualquer te amo, não vou mais me iludir e ficar triste com bobagens, agora eu estou jurando que eu vou mudar, que eu vou reconquistar a felicidade, e a dor espero esquecê-la no sótão. Não vou mais parar a minha vida porque o que desejo não acontece, vou fazer meu momento. Meus amigos nunca mais precisarão me dar um ombro para chorar, vou aproveitar a presença deles para sorrir, cantar, para dividir a felicidade. Não vou mais responsabilizar ninguém por minha infelicidade, vou ser eu mesmo, nunca mais vou tentar ser um modelo de perfeição, não vou mais forçar sorrisos para esconder minhas lágrimas, e sim vou agradecer a Deus por a cada dia me dar forças para viver, apesar dos meu problemas. E agora tudo vai mudar, tudo que antes era dor vai se tornar felicidade e alegria, não quero saber de mais nada. Felicidade, estou indo lhe buscar.

Raíssa, Mari, May - amarguradas


Posted 19 hours ago - 212 notes
© amarguradas

"Mas sei que amanhã eu vou me pegar com um sorriso de ontem estampado no rosto. Porque eu sou disso, sou de ser passado. Vivo num eterno presente-passado. Conturbado, mas feliz. Tudo que vivi guardei não só na memória, mas no bolso também. Para que quando eu perca a cabeça tudo continue ali, comigo. Para que eu não esqueça das aulas chatas na quinta série, da professora Áurea de português, que mesmo com aquela voz irritante me fazendo ter sono e dormir quase a aula toda me ensinou a diferença entre mais e mas, coisa que tem gente que até hoje não sabe diferenciar. Para não esquecer dos gritos estéricos de todos os meus coleguinhas de turma na hora do recreio, quando eu ainda estava no pré escolar e a minha única preocupação era encontrar alguém que trocasse o lanche comigo, porque era revoltante ter que levar bananas e maçãs enquanto via todos os outros comendo biscoitos recheados de morango e chocolate. Para não esquecer daquele meu pijama velho que hoje encontra-se no fundo da gaveta em que as calças pescam e o casaco já bem curto deixa a mostra parte dos meus braços. Para não esquecer também de quando juntavam-se todos os meus primos no quintal para passarmos a tarde toda pulando corda, jogando bola e fazendo bolinhos de barro… Pois é, nós somos um tanto quanto complicados. Resolvemos assim, de uma hora pra outra, querer esquecer algo que simplesmente não tem como. A não ser que você faça uma lavagem cerebral ou enquanto anda distraído pela rua bata a cabeça num poste e perca a memória. Porque fora isso a gente não esquece de nada. Nem das lembranças boas muito menos das ruins, inclusive essas são as que nós mais lembramos. Posso rever as cenas em minha mente, como se fosse ontem, aquele meu primeiro arranhão no joelho quando João me deu um impulso forte demais no balanço e eu voei em direção ao cimentado como um passarinho novo sem prática de vôo. Ardia bastante, confesso; mas eu segurei as lágrimas. Quando pequena nunca fui do tipo de menina manhosa que chorava por qualquer coisa. Mas veja só que ironia da vida, agora, depois de “burra velha” (como sempre diz minha mãe) resolvi virar essa menina manhosa e chorona. Chorei tanto quando tive o meu coração partido pela primeira vez, cortei tantas vezes as minhas mãos tentando sem sucesso catar aqueles pequenos caquinhos para tentar recompor algo que não precisa da minha ajuda pra isso, só do tempo. As cicatrizes vivem em mim, mas não nas mãos, e sim na alma. Acho que se existisse um raio X pra alma e a minha fosse vista passaria a ser chamada de boneca de pano. Toda remendada e costurada. Mas, com o tempo, a dor vai se acomodando. O que antes doía bastante hoje já faz parte de mim e eu quase não posso mais sentir. Parece que a dor arrumou um sofazinho no meu peito, se acomodou, ligou a TV e ta lá, relaxada e despreocupada. Tão confortável que me faz sentir assim também. Não que a dor agora me conforte, claro que não. Mas quando você se acostuma com ela definitivamente não machuca mais. Com o passar do tempo você entende que não precisa mais chorar quando se se tem um sorriso tão lindo pra por no rosto. Você não precisa brigar com alguém porque ele não gosta de morangos, ocupe esse tempo provando a fruta preferida dele. Pare de querer adaptar as pessoas aos seus gostos, suas maneiras. Tente fazer isso consigo! Pare de reclamar que nada vai pra frente quando você mesmo só da passos pra trás. Pare de falar muito e fazer pouco. Tá na hora de agir viu."
Luana Rabello, ac-alma.

Posted 19 hours ago - 533 notes
© ac-alma

Eu sei como você se sente em relação a isso. Sei por que convivi com isso muito tempo. Aquela sensação de não ser o suficiente, de nunca ser bom o bastante. De não ser absolutamente nada. Aquele vazio por dentro, a impressão de que se está sozinho, de que não há mais saída. Você sente como se aquilo fosse o fim. E talvez seja. Continuar respirando até pode ser, mas continuar vivendo vai se tornar difícil. Vai morrer por dentro. E vai tentar acabar com isso se machucando por fora. Vai tentar parar e não vai conseguir. Não vai pedir ajuda, pois acha que ninguém pode te ajudar. A morte vai ser seu pensamento mais constante. Planos para um suicídio perfeito passam pela sua mente, e enquanto nada disso está pronto seu corpo vai ficando marcado. Você vai acumulando cicatrizes, vai acumulando criticas, vai acumulando mais dor do que já tem. Do que pode suportar. Você olha-se no espelho e odeia o que vê ali. Tem nojo de si mesmo. Não consegue aceitar o fato de ser tão frágil assim. Vai se casando de derramar sangue, de cauterizar suas veias pra nada. Porque a dor, depois de um tempo, fica resistente, e não desaparece tão fácil. A quantidade de sangue a ser derramada tem que ser maior. Só que você já não agüenta mais. Num momento de lucidez tenta convencer a si mesmo de que aquela não é a melhor saída. Tentar dar uma basta. Consegue, fica feliz. Se sente bem. Mas as vezes coisas bobas conseguem estragar isso e te trazem para baixo novamente. Mais lágrimas, mais sangue. Quantas vezes você prometeu a si mesmo que aquela seria a ultima vez? Quantas vezes disse para as pessoas, que tanto ama, que jamais derramaria uma gota de sangue novamente? Sei que repetiu isso inúmeras vezes, em todas acabou descumprindo o que tinha dito. Quebrou essa promessa tantas vezes que até perdeu as contas. Sei que todas as vezes se odiou por isso. Também sei o quanto é horrível ficar sofrendo calado por medo do que as pessoas vão dizer, por medo do que as pessoas vão pensar. Você acaba se escondendo atrás de um personagem que não tem nada a ver contigo. Se esconde atrás de uma mascara de felicidade, e sorri para todos que nem um bobo da corte, além de dizer aquele monótono eu estou bem para todos que lhe perguntam. Porque na verdade, sabes que ninguém se importa totalmente, muitos perguntam só por obrigação. Até mesmo porque ninguém precisa saber pelo que você passa. Você não precisa de mais um te julgando. Você precisa de alguém que te compreenda, e isso é o mais difícil de se achar. Você precisa de um abraço e ninguém te dá um. Você precisa de um amigo verdadeiro e todos te viram as costas. Você se sente um nada e não há ninguém para te provar o contrario. Nas horas de mais dor, as vezes, se questiona onde está Deus. Se Ele sumiu, se Ele te deixou. Mas logo se arrepende, pois sabe que, mesmo sendo difícil de acreditar, Deus é o único que sempre está contigo. Que sofre junto, que se preocupa e que te ama apesar de tudo. E se pensar um pouco é Ele que te dá forças para não desistir tão fácil assim da sua vida. Pela experiência que tenho nessa historia, peço uma coisa apenas: não se culpe. Afinal a culpa não é sua se sangrar é a única maneira que você tem para aliviar o que sente. Você não faz nada de errado, só faz o que todo mundo deseja fazer: trocar a dor de lugar.

d-esmoronar


Posted 20 hours ago - 632 notes
© d-esmoronar

"Ir ao cinema revela muita coisa sobre nós. Quando vou sozinha, costumo pensar que não tenho amigos. E penso que a maioria das pessoas se sente assim também, desorientada. E como não bastasse ficar sem ninguém para dividir a pipoca com refrigerante, ficamos sem alguém para sorrir das cenas engraçadas, ou para abraçar nas cenas tristes, dramáticas e de suspense. Quando vou com amigos, me sinto a pessoa mais querida do mundo. E se o filme é comédia, qualquer comentário que eu faça, todos riem. E se a companhia é o amor, fazemos de tudo pra ficar pertinho. Escolhemos logo um filme de terror, pra ter que ficar abraçadinho o tempo inteiro. É ou não é? Parece que aquela loucura é real. Cinema é coisa de loucos. Digo, você vai ao cinema, assenta-se e fica vendo um jogo de luzes projetados numa tela. É uma pitada de loucura a mais na sua vida. Você se envolve por inteiro nessa coisa de loucos, se emociona, sente medo, aumenta a pressão arterial. Passadas algumas horas as luzes se acedem e você sai, voltando à realidade. E o mais louco é que nós sempre queremos voltar a desvairar-se dessa maneira, pagando para ingressar nessa loucura. Donos de cinema ficam ricos às custas de loucos. E cada vez mais loucos aparecem. E mais, e mais e mais. E mais loucos anseiam para que mais filmes sejam feitos. Hollywood fica rica à custa de loucos. Os loucos costumam pagar por mais doses de loucura. Estamos viciados e não sabemos."
Cinema é coisa de loucos, outonizei.

Posted 20 hours ago - 162 notes
© outonizei


Posted 1 day ago - 759 notes
© homicideseason

"Não te prometo nada. Não prometo que te darei espaço quando você precisar, ou que eu não vá precisar de um tempo sozinha. Não prometo aceitar sempre os teus defeitos, porque, até eu, que te amo inteiro, vou me questionar do porque você tem que ser assim tão errado. Não prometo que vou secar tuas lágrimas quando alguém ou até eu mesma, te magoar. Não prometo te fazer sorrir a todo tempo, assim como não prometo que nunca irei lhe fazer chorar. Não prometo te fazer rir sempre, assim como não prometo que irei sempre rir das tuas piadas sem graça. Não prometo que irei segurar a tua mão enquanto andamos pela rua, ou quando você sentir medo de que alguma coisa dê errado pra você. Não prometo que vou estar sempre ao teu lado nos momentos difíceis, nem em tardes chuvosas de domingo. Não prometo que vou gostar de assistir teus filmes de ação ou de terror. Não prometo que não vou ser do tipo de guria sonhadora, que faz planos sempre que possível, sobre o tal futuro incerto dela e do guri. Não prometo que vou aguentar toda a tua grosseria, nem toda a tua arrogância. Não prometo que não vou brigar com você por besteiras, como uma foto tua perto daquela tua amiga que eu não gosto ou um comentário da mesma te chamando de “lindo”. Não prometo não sentir ciúmes, assim como não prometo que irei me manter afastada do teu celular, na verdade, vou querer fuçar nele toda semana, só pra saber com quem você anda conversando. Não prometo ser a primeira a pedir desculpas depois de uma briga. Não prometo te calar com beijos e não com gritos. Não prometo que estarei o tempo inteiro com esse bom humor que fez você se apaixonar por mim. Não prometo que vou entender os teus erros, assim como não prometo que sempre terei uma solução para os teus problemas. Não prometo achar uma solução pra tudo. Nem mesmo para nós. Não prometo ficar ao teu lado pra sempre, porque no fim, o pra sempre, sempre acaba. Mas, o que estiver ao meu alcance, para fazer por você, eu farei. E em tudo o que eu fizer, te entregarei um pouco mais do meu amor. Te entregarei um pouquinho mais de mim mesma. Mesmo quando eu for egoísta, quando eu te mandar embora. Ou quando, eu simplesmente sentir, que a tua companhia, é completamente desnecessária, para mim. Eu vou estar te amando. Como fiz durante todo tempo em que nós nos conhecemos, e continuo fazendo até hoje, sem que você ao menos perceba. Quietinha, discreta, sem gritar aos quatro ventos. Simplesmente te amando. E me bastando com isso, de fazer alguma diferença pequenininha na tua vida."

Posted 1 day ago - 13 notes
© ogradoce

"Ali na outra esquina, na outra casa, no outro dia, na outra vida. Ali na outra dimensão, em outra era, em outros risos. Ali, bem no meio do teu choro, bem na linha do teu medo, nas histórias inventadas e corriqueiras. Ali, no mar gigantesco, nas ondas que se fundem em cavernas, nas vidas e marcas que se carrega. É, bem aí no meio da confusão, do partir e ficar, da parte frágil e estendida que você é, da sua coluna segurando tudo e não te deixando nada, no meio desse seu engano, dessa sua fúria, dessa tua percepção, aqui onde as palavras um dia juradas se tornam poeira, onde o desatar de mãos não dói, não marca, onde minhas lágrimas caem por pura maldade e devoção. Aqui amor, dentro do meu peito, o lugar onde você fez festa e depois apagou a luz, rompeu porta a fora, e foi ser feliz como se eu nunca houvesse lhe dado o melhor de mim. Como se minha alma ainda não suspirasse por você. Aqui, onde tua cabeça encostou e chorou, onde houveram mãos para te cercar, onde os ouvidos estavam dispostos a lhe dar atenção. Aqui, dentro, aqui, perto, aqui, explodindo as minhas esperanças, gritando as verdades que eu nunca te escondi mas nunca me contei, aqui eu entorno os sentimentos em gotículas que escorrem azuis, a cor mais fria das cores frias, só pra ver se eu me acolho, só pra ver se eu te esqueço."

Posted 1 day ago - 138 notes
© serpoesia

"Você precisa disso. Todo mundo precisa. Você precisa pegar uma chuva que vai arruinar teu caminho até o trabalho de vez em quando. Você precisa parar pra rever uma parte que te interessou no filme mais chato que você já viu na vida. De vez em quando você precisa encher o estômago com as comidas e bebidas que você mais odeia entre todas. De vez em sempre você tem que parar pra ler um livro velho, chato, extenso e todo escrito com aquelas palavras que nem o dicionário conhece. Às vezes você tem que dar uma de Aurélio e tentar adivinhar o significado das coisas. De vez em sempre você tem que parar pra ouvir três minutos e vinte segundos de um MPB e parar pra pensar nela. E se não tem ela, inventa. Erra, cara. Às vezes você tem que fazer uma piadinha sexual de qualquer coisa, olhar pra alguém com uma intenção diferente. De vez em quando a gente tem que querer alguém. Reserva dois minutos do teu dia pra olhar pra cima e pensar “cara, como o mundo é grande” e ver que você ainda não fez nada do que tem pra fazer aí fora. Vai brincar de masoquista naquela montanha russa que te espreme e esquarteja o estômago só de olhar. Às vezes você tem que querer ouvir “cara, tô aqui contigo”, tem que ser carente. Não tem graça dar carinho pra quem não tem vontade de fechar os olhos e só sentir. Se contradiz, se vira do avesso. De vez em sempre a gente tem que querer ser mais, ver mais, viver mais. De vez em sempre a gente tem que querer ser por nós e por mais ninguém."
Ana Luísa K.

Posted 2 days ago - 453 notes
© s-truck

Sou uma poetiza desventurada por escrever em linhas tortas, por reescrever a mesma história e de uso clichê. Sou um verso mal interpretado, um poema rasgado pela fúria do coração. Estou em desuso,falta minha descrição no papel. Me ponho a escrever. Sou uma incógnita, uma vírgula mal colocada na frase e dizem me até ser uma aspa. Apenas me chame do que tem medo,diga me você o que não consegue escrever. Nenhum dos vários poemas já feitos descrevem aqui tamanha façanha de por o coração em forma de palavras. Pois colocar palavras no papel não é nada fácil quando se quando me engulo por dentro. Eu sou você, sua história, um ponto de interrogação. Eu sou o resto de mim, uma sustentação da alma. Não é nada pessoal, apenas aqui me descrevo, pois cansei de descrever sobre amores atormentados pelas vagas lembranças, pelo sofrimento alcançado depois da velha amiga chamada ilusão. Preciso de um tempo para descansar, organizar o coração e abastecer minha alma. Não me confunda com um simples texto,quero mais de você, tudo em palavras o que já foi dor acumulada dentro de si. Não precisa ter vergonha, venha. Puxe uma cadeira e vamos conversar, qualquer coisa. Preciso observar como estás tua alma, não se sinta vazia agora. Eu lembro quando te conheci, foi naquela noite fria de novembro que te vi me escrevendo naquele seu caderno de capa amarela, você estava chorando. Eu te abracei sem perceber, houve um sopro quente no teu coração e adormeceu em meus braços. Jamais esquecerei daquele caderno, eu observei atentamente o seu sono e as palavras vazando de seu corpo e transformando se em uma cicatriz no teu peito. Eu vi o tempo passar e você crescer, tornou se em uma bela mulher, esqueceu o caderno de capa amarela, me esqueceu. Tanto tempo depois o destino nos uniu junto ao teu caderno. Eu te levei embora e você sorriu desta vez, houve silêncio e logo a partida. Agora nós lemos o que havia escrito no caderno, a nostalgia te rodeou até quase te sufocar. Te lembro que agora não mais possui o coração de cicatrizes,apenas a alma. Eu sou o próprio poema, sou você e a morte.

Gê - ele-sem-julieta


Posted 2 days ago - 72 notes
© ele-sem-julieta